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A Balada que Virou Canção de Ninar

Nas noites vazias ela sonhava,

Um homem ao lado a brilhar,

Nas baladas que a vida dava,

Um par para sempre amar.

 

Mas o tempo mudou seu rosto,

E a dança virou cuidado,

Não mais o brilho do desgosto,

Mas um filho ao seu lado.

 

O desejo virou silêncio,

O abraço, agora estranho,

Carrega um fardo imenso,

Num caminho que é seu ganho.

 

No peito, a ausência pesa,

No olhar, a solidão dança,

Sem o homem da realeza,

Só resta a esperança.

 

Ela caminha entre os dias,

Com o filho a lhe segurar,

Faz da vida poesias,

Que ensinam a lutar.

 

Nas noites que não mais vibram,

Ecos de sonhos se perdem,

Mas com amor que não titubeia,

As sombras se disperdem.

 

Não há mais festa ou rua,

Mas um mundo a construir,

Nos olhos da criança nua,

Nasce a força de sorrir.

 

Já não quer o homem dos desejos,

Pois tem no colo a razão,

Um amor que não se mede,

E cura o coração.

 

Entre risos e cansaço,

Ela aprende a ser mulher,

Mesmo sem um braço,

Faz da falta um bem-querer.

 

A balada virou lembrança,

O filho, a nova canção,

Que embala a esperança,

No compasso do coração.

 

O desejo não se findou,

Só mudou sua diretriz,

No amor que ela criou,

Está sua raiz.

 

Assim vive, forte e completa,

Sem o homem que quis sonhar,

Naquilo que a vida afeta,

Ela aprende a amar.

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Somos apaixonados por poesia. Neste espaço, buscamos compartilhar não apenas palavras, mas emoções, pensamentos e reflexões que habitam nossos corações e mentes. Acreditamos no poder transformador das palavras e na capacidade única da poesia de tocar as almas, despertar a imaginação e conectar pessoas.

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