
A Dança da Liberdade
Ela dança sob as luzes neon,
um balé de risos e solidão,
onde cada passo ecoa a busca,
cada giro, uma fuga da dor.
O ritmo da festa pulsa em seu peito,
mas ao amanhecer, a realidade a envolve,
como um amante que não quer partir,
mas que a deixa nua, despida de sonhos.
Ela busca liberdade em corpos estranhos,
em olhares fugazes, promessas quebradas,
mas a dança se torna um ciclo vicioso,
um carrossel de amores que se vão.
As risadas se misturam às lágrimas,
um espelho quebrado reflete sua alma,
onde a busca por aprovação a aprisiona,
e a liberdade se transforma em prisão.
Quem cuidará do terceiro filho,
enquanto ela se perde em baladas?
As responsabilidades sussurram,
mas a música é mais doce, mais tentadora.
Ela dança, mesmo quando o chão treme,
mesmo quando o coração clama por pausa,
porque a liberdade é uma ilusão,
um passo em falso na pista da vida.
Mas, oh, como ela deseja ser livre,
livre das amarras que a prendem;
livre para amar sem medo;
livre para dançar ao som de sua própria canção.
Em cada giro, uma pergunta persiste:
será que um dia encontrará seu ritmo?
Certamente, nesta obra de F.R. Lopes, a dança funciona como uma fuga temporária da realidade. Além disso, o contraste entre as luzes neon e o amanhecer simboliza a desilusão que muitas vezes acompanha as escolhas impulsivas.
No entanto, o ponto central reside na pergunta sobre quem cuida das responsabilidades reais. Portanto, o poema sugere que a verdadeira liberdade não é a ausência de amarras, mas a capacidade de escolher quais compromissos assumir. Assim sendo, o “ritmo próprio” mencionado ao final é a busca pela integração entre o desejo e o dever.
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