
A Garota e Seus Destinos
Dezenove anos apenas,
mas já carrega dois filhos no colo,
a infância perdida depressa,
trocada por sonhos de rolo.
Casou cedo, apostou na ilusão,
o amor pintado de promessa,
mas logo veio a separação,
junto com a dor que não cessa.
Um filho ainda de um ano,
olhos que pedem cuidado,
mas ela, entre brigas e quedas,
já estava de novo ao acaso.
Descobriu a gravidez tardia,
do mesmo marido que deixou,
um laço que volta a prendê-la,
mas que não a reconquistou.
E antes de olhar para dentro,
buscou refúgio em outro peito,
um segundo marido sem rumo,
um atalho sem nenhum efeito.
Três meses foi o bastante,
pra lei bater em sua porta,
ele preso, ela sozinha,
com a vida já quase torta.
O que pensa essa menina,
que insiste em chamar de mulher,
se confunde paixão com destino,
e esquece o que realmente quer?
Apressa o coração imaturo,
não mede o peso das escolhas,
coleciona maridos perdidos,
e deixa cicatrizes nas folhas.
A família a olha com pena,
os vizinhos murmuram baixinho,
“Só arruma homem sem norte,
e arrasta os filhos no caminho.”
Não é falta de aviso,
nem de exemplo ao redor,
é cegueira de juventude,
que insiste em chamar de amor.
Dois filhos já pedem futuro,
mas ela ainda corre atrás
de abraços que somem no vento,
de promessas que não lhe dão paz.
A maturidade não veio,
mesmo com tanto fardo nas mãos,
segue repetindo os erros,
como quem corre em vão.
Não é destino marcado,
é falta de parar e pensar,
quem vive caindo no mesmo
esqueceu o que é recomeçar.
E assim, aos dezenove,
já carrega o peso do mundo,
uma garota perdida em escolhas,
um coração que insiste no fundo.
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