
A Mesa do Silêncio: Lembranças e Ausências
Hoje, no silêncio do almoço,
Senti tua ausência a rondar,
Entre garfos e pratos vazios,
Lembrei de ti a me chamar.
Mal terminava a refeição,
E já ouvia teu timbre soar,
Nas linhas que vinham ligeiras,
Com pressa de comigo falar.
Era o gosto de um amor ligeiro,
Que não esperava o tempo passar,
Devorava os minutos ao meio,
Só para contigo conversar.
A mesa posta, a espera quieta,
Mas teu riso não veio alegrar,
E o tempo pareceu mais longo,
Sem a voz para me embalar.
Teu costume virou saudade,
Em cada canto do meu olhar,
O prato hoje se fez pesado,
Sem tuas palavras a me saciar.
As ligações que um dia foram rotina,
Agora são lembranças a ecoar,
No fundo do peito, uma batida,
Que insiste em não cessar.
Cada mordida sem gosto,
Cada gole sem sabor,
São sinais que me recordam,
Do tempo em que havia calor.
Deixei um lugar à mesa,
Para o som da tua voz chegar,
Mas o vazio se fez presente,
E só o silêncio veio ficar.
Nas voltas que a vida dá,
Em cada pausa, um recordar,
De como era bom saber,
Que logo irias ligar.
Agora resta a memória,
Do toque leve do celular,
E da tua voz que aquecia,
Até mesmo o frio do jantar.
As horas seguem seu curso,
Mas o peito insiste em clamar,
Pelas conversas que animavam,
Até mesmo o fim do jantar.
Hoje a comida parece fria,
E o tempo teima em demorar,
Pois já não há pressa em mim,
Sem tua ligação para encurtar.
E assim, entre pratos e talheres,
Vai-se o dia sem pressa de acabar,
E o coração fica à espera,
De tua voz para me consolar.
.
Bem-vindo ao POESIAORIGIAL!
Somos apaixonados por poesia. Neste espaço, buscamos compartilhar não apenas palavras, mas emoções, pensamentos e reflexões que habitam nossos corações e mentes. Acreditamos no poder transformador das palavras e na capacidade única da poesia de tocar as almas, despertar a imaginação e conectar pessoas.
© 2024 Poesia Original