
Abraços Temporários
Nos braços de estranhos, ela busca calor,
abraços temporários, como sussurros ao vento,
onde cada toque é um eco de solidão,
um momento fugaz, um amor que se esvai.
Linda dança sob luzes neon,
um sorriso pintado, uma máscara de alegria,
mas ao voltar pra casa, a escuridão a envolve,
o vazio grita mais alto que a música da festa.
Amores efêmeros, trocas de corpos,
um amante novo, um desejo que se apaga,
como a fumaça que se dissipa no ar,
quem cuidará do terceiro que a espera?
Ela busca um abrigo, um porto seguro,
mas cada encontro é um espelho quebrado,
refletindo a fragilidade de suas escolhas,
um amor verdadeiro, um sonho distante.
As baladas são fuga, um ciclo sem fim,
onde a euforia se mistura à tristeza,
e a dança se torna um grito silencioso,
questionando o que significa amar.
Nos braços de estranhos, ela se perde,
cada abraço, um lembrete da solidão,
um desejo insaciável de conexão,
mas a vida é feita de momentos temporários.
Ao amanhecer, a realidade a abraça,
quem permanecerá quando as luzes se apagarem?
Em meio a risos e lágrimas, ela reflete,
será que encontrará um amor que não se esvai?
Certamente, a poesia “Abraços Temporários” de F.R. Lopes explora a busca incessante por afeto em ambientes urbanos. Além disso, os versos revelam como os encontros efêmeros podem esconder uma profunda solidão. Por outro lado, o texto nos confronta com a realidade que surge após as luzes neon se apagarem. Portanto, esta obra é um convite para refletirmos sobre a autenticidade das nossas conexões modernas.
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