
Amores que Não Sobrevivem à Noite
No crepúsculo das paixões efêmeras,
Amores se entrelaçam como sombras,
Numa dança fugaz de luz e quimeras,
Que se dissolvem ao primeiro alvorecer.
Nos becos escuros da cidade adormecida,
Corações se encontram em breves enlaces,
Em abraços marcados pela despedida,
Onde o calor da pele dura apenas instantes.
Entre beijos roubados e promessas fugazes,
A noite tece histórias de amor incompletas,
Onde o desejo se confunde com as frases,
E o tempo escorre entre mãos inquietas.
Nos lençóis de um quarto anônimo e frio,
Dois corações batem em descompasso,
Envolvidos na ilusão de um amor tardio,
Que se desfaz com o nascer do primeiro raio.
O amanhecer revela o vazio dos abraços,
Que um dia foram refúgio e promessa,
E nas lembranças, restam apenas traços,
De um amor fugidio que se despeça.
Assim, entre os lençóis da efemeridade,
O coração aprende a sobreviver ao breu,
Guardando no peito a própria verdade,
Dos amores que não sobrevivem à noite e se perdem no adeus.
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