
Noites de Sábado Sair da sua casa no meio da noite, Deixando você sozinha, sempre foi um açoite. Uma dor cortante que invade o meu ser, Cada passo longe, mais difícil de viver. O vento sussurra seu nome na escuridão, Cada esquina dobrada é um...

Noites de Sábado Sair da sua casa no meio da noite, Deixando você sozinha, sempre foi um açoite. Uma dor cortante que invade o meu ser, Cada passo longe, mais difícil de viver. O vento sussurra seu nome na escuridão, Cada esquina dobrada é um...

Sob o céu cinzento desta manhã de inverno, A saudade faz morada em meu peito terno, Recordações de um amor que se foi, De uma morena linda, que meu coração se desfez.

Aqui eu imaginando você na sua casa, o que está a fazer, Se o seu coração está feliz ou a dor também a sofrer. Eu aqui, sufocado, com a dor a me consumir, Pergunto-me se sente o mesmo, se o silêncio vai se abrir.

Nas profundezas do peito, há sombras que sussurram, Ecos de dias passados, de amores que não perduram. Luzes se acendem no escuro, mas não encontram seu lugar, Pois brilham apenas na mente, não sabem o coração tocar.

Entre as linhas que se entrelaçam, um enredo se tece, De sentimentos entrelaçados, onde o amor se aquece. Ela falou que te amo, um eco nas paredes da alma, E mesmo no silêncio, seu nome ainda acalma.

Quase sete horas da manhã, a cidade acorda, Eu sigo o caminho, rotina apressada, Mas o coração não se comporta, Lembranças de você, alma marcada.

Não percebeste o caminho que trilhei, Por ti, cada passo apressei, Correndo na pressa de te encontrar, Sem pensar no risco de me machucar.

Nas farras de ilusões, a noite se desenha, Entre risos que ecoam como sinos a tocar, Copos erguidos em brindes à vida amanhã, E a realidade se dissolve em um mar de encanto.

Nos becos escuros da cidade adormecida, Corações se encontram em breves enlaces, Em abraços marcados pela despedida, Onde o calor da pele dura apenas instantes.

Entre farras e lamentos, a vida se desenrola, No frenesi das noites embriagadas de prazer, Onde risos ecoam entre copos e viola, E o tempo se perde na dança até o amanhecer.

Na penumbra dos cantos esquecidos, Residem os ecos de amores perdidos, Corações que a noite não soube acalentar, Vagando solitários sem se encontrar.

No silêncio profundo da noite calma, Despertam-se sombras de sonhos perdidos, Ecoam suspiros de quem nunca alcança Os desejos guardados, já esquecidos.
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