
Corações que a Noite Não Salvou
Na penumbra dos cantos esquecidos,
Residem os ecos de amores perdidos,
Corações que a noite não soube acalentar,
Vagando solitários sem se encontrar.
Entre os suspiros das sombras densas,
Lágrimas se misturam à fria imensidão,
Histórias de paixões em tristes defesas,
Marcas de desejos sem direção.
Nos olhares cansados de quem já amou,
Reflete-se a lua em seu manto de prata,
Em cada suspiro um amor que findou,
Em cada silêncio, uma alma dilacerada.
Os caminhos traçados no tecido do tempo,
Desfazem-se em sombras ao amanhecer,
E os corações que vagam pelo firmamento,
Buscam em vão o consolo de um amanhecer.
Estrelas cadentes testemunham segredos,
Que só a noite em sua quietude conhece,
E os corações quebrados em mil enredos,
Esperam pela aurora que lhes traga prece.
Nas margens do sono, onde os sonhos moram,
Lágrimas se transformam em marés de dor,
E os corações partidos que a noite chora,
Procuram nas estrelas um alento, um calor.
No silêncio profundo das horas sem fim,
Suspiram os ventos um lamento de dor,
E os corações que a noite não salvou assim,
Encontram consolo na beleza do amor.
Ao romper da aurora, um novo horizonte se ergue,
Onde os corações feridos encontram repouso,
E mesmo na escuridão, um brilho divino os guiam,
Guiando-os suavemente rumo ao próprio sopro
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