
Ecos da Solidão
No reflexo de um novo amanhecer,
Carrega em si um amor que não se apaga,
Três filhos, três histórias, cada um a crescer,
Mas na dança do amor, ela ainda se embriaga.
Grávida de sonhos, mas com o pé no chão,
Em meio a laços que nunca se firmaram,
Desafia o destino, busca sua direção,
Convida outro coração, mesmo que se separem.
Amou com fervor, mas o amor foi fugaz,
Cada partida um eco, cada passo, um retrato.
No fundo da alma, uma voz que lhe traz
A pergunta do tempo: será que é um fato?
Sabe que os homens são como ventos errantes,
Vão e voltam deixando apenas marcas,
E ela, que ama, mas teme os instantes,
Quer sentir a leveza, mas o passado a marca.
O que deseja? Liberdade ou paz?
Um lar onde possa ser mais do que um espelho?
Após tantas feridas, será que ainda é capaz
De abrir seu coração, mesmo em meio ao anseio?
As crianças a cercam, são luz em seu andar,
Cada uma traz um pedaço de sua história,
Mas nos silêncios da noite, começa a pensar
Se amar é a chave ou uma antiga memória.
Uma taça de vinho, um olhar atravessado,
A possibilidade de um amor renovado,
Mas a incerteza a envolve, como um fado,
Se entrega, se recua, é um jogo arriscado.
Na solidão do quarto, enquanto sonha acordada,
Imagina o futuro, um lar repleto de risos,
Mas cada escolha feita, uma porta fechada,
Um labirinto de anseios, um mar de improvisos.
E se, ao final, tudo que ela busca
For simplesmente um espaço pra respirar?
Um lugar onde a dor não mais a ofusca,
Onde amar a si mesma seja um novo lar.
Cada filho é uma semente que germina,
Um legado de amor, de dor e esperança,
Na fragilidade do ser, sua força ilumina,
Desafiando o mundo com uma nova dança.
Ela, tão plena, tão cheia de vida,
Caminha entre amores e medos profundos,
No eco da vida, uma voz contida,
Acredita que um dia encontrará seus mundos.
Entre encontros e despedidas, ela se ergue,
Um coração que persiste, que busca, que sente,
E na fragilidade, a verdadeira força emerge,
Na luta por um amor que nunca se ausente.
Assim, ela segue, com passos hesitantes,
Mas com a certeza de que não está sozinha,
Na busca incessante por amores vibrantes,
Ela é um poema, uma eterna rima.
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