
Ecos da Solidão Noturna
Quantas noites de sábado fiquei sem dormir,
Porque você, livre, pela rua a vagar,
Alta madrugada, e eu a me consumir,
Sem saber ao certo onde você ia parar.
O relógio na parede contava as horas,
Cada batida, uma dor profunda em meu peito,
Na solidão, minha alma chora,
Através do vazio de um amor imperfeito.
As estrelas no céu testemunhavam meu pranto,
A lua refletindo meu sofrer,
Nos ecos da noite, eu ouvia seu canto,
A esperança pouco a pouco, morrer.
A cada farol que se acendia distante,
Meu coração saltava em desespero,
Será que você está bem, minha amante?
Ou na noite se perde, sem o meu zelo?
Os lençóis frios não traziam consolo,
O vento gelado soprava incertezas,
Sua ausência pesava mais que um solo,
Numa melodia de tristes sutilezas.
Meus pensamentos, como folhas ao vento,
Rodopiavam em busca de paz,
Mas o silêncio trazia um lamento,
De um amor que não volta mais.
Nas sombras da noite, teu riso eu procuro,
Nos becos escuros, teu rosto imaginar,
Mas tudo que encontro é um medo obscuro,
Que me faz mais e mais me afundar.
Será que em teus passos há uma intenção?
Ou a liberdade é teu maior bem?
Meu coração vive nessa aflição,
De não saber se ainda me queres bem.
Enquanto as ruas te levam embora,
Eu permaneço preso ao meu tormento,
Em cada segundo, meu peito implora,
Pela sua volta, pelo fim do lamento.
Assim, na noite de sábado, sem dormir,
Eu me perco em pensamentos e dor,
Espero que um dia possas sentir,
O quanto sofri, o quanto é meu amor.
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