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Ecos do Silêncio

 

Aqui eu imaginando você na sua casa, o que está a fazer,

Se o seu coração está feliz ou a dor também a sofrer.

Eu aqui, sufocado, com a dor a me consumir,

Pergunto-me se sente o mesmo, se o silêncio vai se abrir.

 

O coração pesa como chumbo, a saudade é um trovão,

Será que aí também chove, ou há sol na sua mão?

Minha alma se contorce, o peito clama por alívio,

Será que sente o mesmo, ou é apenas um delírio?

 

Vejo sombras na parede, reflexos do nosso passado,

Serão memórias suas também, ou estou sozinho no fado?

As horas passam lentas, cada segundo é um punhal,

Você sente essa ausência, ou é só meu funeral?

 

Olho para o vazio, e ele me devolve um olhar frio,

Será que aí dentro também sente esse vazio?

O vento sussurra seu nome, uma música triste no ar,

Será que ouve o mesmo, ou não quer mais escutar?

 

A dor é sufocante, como uma mão a me apertar,

Será que aí também falta ar, ou consegue respirar?

Nosso amor era um farol, agora é apenas escuridão,

Será que sente essa perda, ou seguiu em outra direção?

 

O sol se põe devagar, levando consigo a luz,

Será que aí também é escuro, ou há algo que conduz?

Minha alma se perde, sem rumo, sem guia,

Será que aí também se perde, ou encontrou uma nova via?

 

Cada lágrima que cai, é um grito de saudade,

Será que aí também chora, ou encontrou felicidade?

Meu peito é uma tempestade, sem fim, sem direção,

Será que aí também é assim, ou encontrou nova paixão?

 

Fico a imaginar se sente, se pensa em mim às vezes,

Será que aí também dói, ou não há mais revezes?

Cada palavra não dita, é um peso em meu ser,

Será que aí também pesa, ou conseguiu esquecer?

 

O silêncio entre nós é uma parede, um abismo,

Será que aí também sente, ou é só um silogismo?

Minha mente se perde em lembranças, em ecos do que foi,

Será que aí também se perde, ou encontrou um novo pôr?

 

Cada passo que dou, é um passo para longe,

Será que aí também anda, ou ficou onde?

Nosso amor era uma canção, agora é silêncio puro,

Será que aí também é silêncio, ou encontrou um futuro?

 

Fico pensando se ainda há uma fagulha que seja,

Será que aí também há esperança, ou é só peleja?

O coração quer resposta, um sinal, um aceno,

Será que aí também quer, ou encontrou um terreno?

 

E no fim, a pergunta que fica ecoando no ar,

Será que aí também sente, ou já não quer mais amar?

Eu aqui, com a dor sufocante, esperando a redenção,

Será que aí também espera, ou seguiu outra canção?

Bem-vindo ao POESIAORIGIAL!

Somos apaixonados por poesia. Neste espaço, buscamos compartilhar não apenas palavras, mas emoções, pensamentos e reflexões que habitam nossos corações e mentes. Acreditamos no poder transformador das palavras e na capacidade única da poesia de tocar as almas, despertar a imaginação e conectar pessoas.

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