
Ecos no Céu de Vinhedo
Na tarde que deveria ser calma,
Em Vinhedo, a paz se partiu,
O céu, que era azul e vasto,
De súbito, em cinzas se cobriu.
Um pássaro de aço desceu,
Rasgando o ar com seu grito,
Voepress, que trazia vidas,
Agora um silêncio infinito.
Sessenta e dois corações,
Mulheres, homens, crianças,
Que sonhavam com horizontes,
E carregavam esperanças.
Mas o destino, cruel e cego,
Fez da viagem um lamento,
E o que era sonho no alto,
Tornou-se dor no vento.
No chão, onde o verde se estendia,
Agora se ergue a memória,
De vidas que partiram tão cedo,
Deixando uma cidade em história.
As lágrimas se misturam à terra,
Onde os ecos ainda choram,
Pois no lugar onde havia futuro,
Só o silêncio agora mora.
Famílias que aguardavam sorrisos,
Receberam o peso do adeus,
E o céu que abençoava a cidade,
Hoje guarda segredos seus.
Vinhedo, em luto profundo,
Carrega essa cicatriz,
E o tempo, que cura feridas,
Dessa tragédia não faz jus.
Mas que as estrelas que brilham no alto,
Agora mais fortes e vivas,
Lembrem das almas que partiram,
E nos guiem em nossas vidas.
Pois embora o choro ecoe,
E a dor seja tão presente,
Essas vidas serão lembradas,
Nos corações eternamente.
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