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Entre Lençóis e Lembranças: A Dor de Um Amor Não Esquecido

Você teve coragem de dormir, 

Na cama que foi nossa, tão sagrada, 

Onde os sonhos vinham a fluir, 

E o amor reinava em cada madrugada?

 

Os lençóis que guardavam nossos segredos, 

Agora testemunham outra presença, 

Onde o amor se dissolveu em medos, 

E o calor virou fria indiferença.

 

A cada noite, sob aquele teto, 

Compartilhamos suspiros e promessas, 

Mas agora, o que era nosso, é incerto, 

Restam apenas lembranças dispersas.

 

Eu olho para o vazio ao meu lado, 

Onde teu corpo antes se encaixava, 

Mas agora, o espaço está tomado, 

Por alguém que meu lugar reclamava.

 

Será que sentiu ao menos um remorso? 

Quando outro corpo ali repousou, 

Ou apagou de vez o amor sem esforço, 

E o passado, no esquecimento, deixou?

 

Nossas noites de muita paixão, 

O quarto, um santuário de desejos, 

Agora, o que era chama, virou carvão, 

E em outro, você busca novos ensejos.

 

Cada toque, cada sussurro de amor, 

Foi substituído por vozes estranhas, 

Será que ali sentiu ao menos dor, 

Ou só buscou preencher as entranhas?

 

Eu ainda ouço os ecos de risos, 

Que um dia ali fizeram morada, 

Mas agora, o som é de outros risos, 

E minha alma, por dentro, está calada.

 

Teus braços, que um dia foram abrigo, 

Agora envolvem outro corpo com ardor, 

E o que era nosso, virou abrigo, 

Para um amor agora sem valor.

 

Será que lembrou de mim, por um instante, 

Enquanto se entregava ao calor de outro alguém, 

Ou a memória de nós ficou distante, 

E o que restou foi só desdém?

 

A cama que foi nossa, tão íntima, tão pura, 

Agora é palco de outras histórias, 

Mas em mim, persiste a ternura, 

De um amor que se foi, agora só memórias.

 

Eu sigo em frente, tentando esquecer, 

Mas a lembrança ainda pesa no peito, 

Você dormiu ali, sem nem perceber, 

Que quebrou o que era inteiro, perfeito.

 

Agora, a cama é só um lugar qualquer, 

Sem o brilho, sem o nosso calor, 

E eu me pergunto, sem saber por que, 

Como você pôde enterrar nosso amor?

 

O que era sagrado, virou profano, 

E eu tento seguir, deixar para trás, 

Mas a cama que foi nossa, engano, 

Ainda guarda o eco dos nossos ais.

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Somos apaixonados por poesia. Neste espaço, buscamos compartilhar não apenas palavras, mas emoções, pensamentos e reflexões que habitam nossos corações e mentes. Acreditamos no poder transformador das palavras e na capacidade única da poesia de tocar as almas, despertar a imaginação e conectar pessoas.

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