
Glamour Desfeito: A Melancolia do domingo
Domingo, vinte e uma horas, ela se preparando para dormir,
A saudade invade, sem pedir licença, começa a ferir.
A balada de sábado, cheia de brilho e cor,
Não conseguiu afastar do peito essa dor.
Dançou a noite inteira, com um sorriso forçado,
Mas a tristeza ali estava, apenas disfarçado.
O DJ tocou as batidas, tentando animar,
Mas a melancolia, teimosa, não quis se calar.
Entre copos e risos, tentou se enganar,
Mas no fundo sabia, era só para não chorar.
A pista de dança, um escape momentâneo,
Mas o coração, ah, esse seguia insano.
Se arrumou toda, maquiou-se com cuidado,
Mas a máscara caiu, o sorriso desbotado.
O glitter na pele, brilhando ao luar,
Não esconde o desejo de só querer chorar.
No meio da multidão, sentiu-se sozinha,
A dança frenética, uma mentira daninha.
O alto da madrugada, o cansaço bateu,
Mas a dor, essa companheira, nunca a esqueceu.
Bebidas caras, brindes ao nada,
Tentando encontrar paz na vida desregrada.
O celular na mão, mensagens sem resposta,
A ilusão da noite, uma melodia que desgosta.
De volta ao quarto, o silêncio ecoa,
A balada acabou, a realidade ressoa.
Tira os sapatos, desce do salto,
No espelho, vê o reflexo de um coração em assalto.
O rímel borrado, a maquiagem desfeita,
Cada lágrima caída, uma história maldita.
As fotos da noite, postadas na rede,
Mas só ela sabe o quanto isso fere.
Ela se prepara para dormir, o coração pesado,
A balada de sábado, um sonho desgraçado.
Entre risos e danças, nada foi solucionado,
Domingo à noite, a saudade faz seu reinado.
Mas no fim, quem sabe, ela aprende a lição,
Que a noitada não cura a dor do coração.
E segue a vida, com passos incertos,
Numa dança com a saudade, entre sorrisos e desertos.
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