
Ilusões de um Coração Enganado
Pensava eu, o bonzão da vez,
Com ela, a amante, em segredos e tez,
Nos braços dela, a falsa exclusividade,
Mas a verdade, crua, me trouxe a realidade.
Cada toque, cada beijo ardente,
Eu, cego, me via tão diferente,
Achava-me ser único e seu grande amor,
Mas ela tinha outros, em calor.
Na cama dela, eu me deitava,
Achando que o mundo ali se acabava,
Mas cada sorriso, cada suspiro,
Era compartilhado, em um círculo giro.
Outros homens, outros nomes,
No mesmo espaço, os mesmos sons,
Eu, tolo, acreditava ser o tal,
Mas era só mais um, no esquema banal.
Ela, com sua beleza fatal,
Encantava a todos, num jogo real,
Eu, mais um peão no tabuleiro,
Ignorava os sinais, o tempo inteiro.
Achava-me especial, seu único desejo,
Mas era só mais um, entre tantos beijos,
Ela jogava, mestre do disfarce,
E eu, ingênuo, caía no enlace.
A verdade, cruel, me atingiu de frente,
Que ela traía, constantemente,
Não só comigo, mas com tantos mais,
Seu amor espalhado, em múltiplos cais.
Eu, o bonzão, me vi traído,
Por ela, a mulher, que fez meu sentido,
Desabar, em fragmentos de mentira,
A verdade amarga, que agora me fira.
Percebi então, a dureza do mundo,
Que o amor pode ser tão imundo,
Quando não é sincero, quando é só jogo,
E eu, peão, no seu falso rogo.
Deixo essa história, de traições e dor,
Em busca de algo, um amor maior,
Que não se espalhe, que não se divide,
Que seja só meu, que em mim reside.
Assim sigo, mais forte e atento,
Aprendi com a dor, com o sofrimento,
Que nem sempre somos o que pensamos,
E no amor, às vezes, só nos enganamos.
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