
Luzes que Não Brilham no Coração
Nas profundezas do peito, há sombras que sussurram,
Ecos de dias passados, de amores que não perduram.
Luzes se acendem no escuro, mas não encontram seu lugar,
Pois brilham apenas na mente, não sabem o coração tocar.
Olhos que veem, mas não enxergam a dor,
Corações que batem, mas sem sentir o amor.
A luz que se perde na vastidão da noite,
É um farol apagado, sem destino ou açoite.
No silêncio da alma, uma chama se apaga,
Um desejo não dito, uma promessa que naufraga.
Luzes que dançam ao vento, sem direção,
Perdem-se no vazio, sem rumo, sem noção.
E o que é a vida senão um lampejo efêmero,
De esperanças e sonhos, de um querer eterno?
Mas há luzes que ofuscam, que não aquecem o ser,
Que brilham na ilusão, falso alimento para viver.
Há um céu estrelado no fundo do olhar,
Mas há nuvens densas que o querem ofuscar.
Luzes que cintilam, promessas ao léu,
Mas não aquecem o coração, apenas um véu.
E entre as frestas do tempo, vemos o luar,
Uma luz fria e distante, difícil de alcançar.
No silêncio do coração, a escuridão é guia,
Para as luzes que não brilham, apenas nostalgia.
Caminhos traçados por estrelas cadentes,
São promessas quebradas, desejos não latentes.
Luzes que piscam no horizonte distante,
São faróis apagados, sem brilho constante.
Nas noites mais escuras, procuramos redenção,
Mas as luzes não brilham na solidão.
E o coração clama por um calor que aqueça,
Mas encontra apenas sombras, uma dor que não cessa.
Cada lembrança é um farol que se esvai,
Cada suspiro, um desejo que cai.
Luzes que não brilham na vastidão do ser,
São sonhos perdidos, difíceis de esquecer.
E nas marés do tempo, buscamos abrigo,
Mas as luzes não brilham, não encontram o amigo.
No vazio do peito, um frio sem fim,
Luzes que não aquecem, um eterno motim.
E o que resta, então, senão a escuridão?
Luzes que não brilham no fundo do coração.
Um farol apagado, um desejo que se vai,
Um coração perdido, um amor que não sai.
Mas há esperança nas sombras do ser,
Pois mesmo as luzes que não brilham, têm algo a dizer.
No silêncio da alma, um desejo de renascer,
Luzes que não brilham, mas que anseiam viver.
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