
Na Quietude da Ausência: Reflexões Sobre um Silêncio Profundo
Ela está em um silêncio profundo,
Nas sombras do que foi, se esconde,
Seu olhar já não reflete o mundo,
Nem a saudade que, às vezes, responde.
Será que o coração dela ainda chora,
Ou encontrou consolo em outros braços?
Na quietude que a cerca agora,
Há ecos de antigos e amargos fracassos.
Suga o raciocínio, a mente cansa,
De tentar entender esse mistério,
Se é dor ou se há nova esperança,
Que a prende nesse silêncio sério.
As lembranças passeiam pela noite,
Revivendo um amor que foi tão nosso,
Mas seu silêncio fere como açoite,
Na alma que carrega o peso do remorso.
Quem sabe ela já encontrou outro abrigo,
Em um sorriso novo, um toque gentil,
E o que restou de nós, um perigo,
Que ela abandonou para seguir o seu perfil.
Talvez esteja apenas se curando,
Lambendo as feridas que lhe fiz,
Ou quem sabe, em segredo, está amando,
Sem lembrar do que antes foi feliz.
Cada segundo em que não a vejo,
O vazio grita em mim sua ausência,
Será que perdeu o sabor do desejo,
Ou encontrou em outros a essência?
E eu, na incerteza, me perco,
Tentando decifrar seu estado,
Se ainda sou um sonho oblíquo,
Ou apenas uma sombra no passado.
Ela está em um silêncio profundo,
E esse mistério me devora,
Será que sou apenas um segundo,
Ou a hora que ela nunca mais chora?
Entre o sofrer e o seguir,
Seu coração toma decisões,
Enquanto eu tento me redimir,
Perdido em minhas confusões.
E assim, na dúvida, me consumo,
Procurando respostas que talvez,
Somente o tempo trará em resumo,
No silêncio, a verdade se desfez.
Ela está em um silêncio profundo,
Mas meu coração não quer aceitar,
Que talvez, em outro mundo,
Ela já tenha escolhido recomeçar.
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