
No Bar da Esquina
Em um bar de esquina era a cerveja, você e eu.
Hoje, só restam dois: a cerveja e eu.
A mesa ainda guarda o eco da nossa risada,
Mas só o silêncio se faz presente na madrugada.
O balcão, testemunha de confidências sussurradas,
Agora reflete minha solidão, noites mal dormidas, vidas marcadas.
Nos copos, o rastro de lábios que se encontraram,
Hoje, só a espuma testemunha os sonhos que se dissiparam.
No velho jukebox, a canção dos nossos dias felizes,
Agora, as músicas são lamentos de corações perdidos, almas infelizes.
Os retratos na parede, momentos eternizados,
Hoje, são sombras de tempos que foram amados.
O garçom serve mais um gole de esquecimento,
Enquanto brindo à saudade, ao nosso breve momento.
No ar, o aroma de histórias que não terão fim,
Mas sem você, meu mundo se tornou assim.
As luzes piscam, recordando nossos olhares,
Hoje, brilham solitárias, sem pares.
As cadeiras vazias ecoam nossas conversas,
Agora, são testemunhas mudas de promessas dispersas.
O relógio marca as horas que não voltam,
Minhas memórias, como fumaça, lentamente soltam.
Caminho entre mesas que um dia nos viram dançar,
Agora, meus passos são pesados, difícil respirar.
No brinde final, à esperança que restaura,
Porque a vida segue, mesmo que a alma implora.
Em um bar de esquina era a cerveja, você e eu.
Hoje, só restam dois: a cerveja e eu.
E enquanto a noite avança, brindo ao porvir,
Quem sabe um dia, novos amores possam surgir.
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