
No Silêncio da Madrugada: A Busca por Amor em Cada Garrafa
A cada garrafa que ela esvazia,
A tristeza se esconde, se veste de alegria,
Nos olhos um brilho, ilusório e breve,
Na noite confusa, o coração é leve.
O bar é o palco, o copo, seu guia,
As horas deslizam, na dança vazia,
Entre sorrisos, histórias inventadas,
Ela é rainha de promessas quebradas.
Escolhe um qualquer no final da noite,
Um rosto perdido, talvez um açoite,
O toque não cura, não apaga a dor,
Mas alivia o peso de um velho amor.
Na madrugada, a cidade adormece,
Enquanto sua alma à solidão se oferece,
Bebida na mão, o corpo em torpor,
E os sonhos desfeitos num breve calor.
Amanhece o dia, o quarto é estranho,
Ao lado, alguém que não sabe o tamanho,
Da tristeza oculta, por trás do sorriso,
Que afoga seus medos no fundo do abismo.
Mas ela levanta, sacode a poeira,
Mais uma noite, mais uma bebedeira,
O ciclo começa, sem fim ou razão,
E o vazio preenche seu frágil coração.
Cada garrafa é um grito calado,
Uma história de amor não terminado,
Um eco distante de uma antiga canção,
Que toca sozinha, sem mais emoção.
A vida lhe escapa por entre os dedos,
Mas ela insiste, enfrentando seus medos,
Noite após noite, buscando sentido,
Num abraço qualquer, num beijo perdido.
E assim ela segue, entre copos e risos,
Em busca de algo, fugindo dos juízos,
Talvez um olhar que a faça parar,
Mas por enquanto, só resta o bar.
E no final, quando a noite termina,
Ela se vê só, mais uma vez menina,
Com o coração partido e a alma cansada,
Esperando que o dia traga a nova jornada.
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