
Ela diz que ama muito, ama quem?
Se troca de homem com a mesma facilidade que diz que ama?
Seu coração, qual folha ao vento, refém,
Navega em mares de paixão, sem trama.
Cada olhar, um porto, um abrigo,
Mas logo desvia, sem se demorar.
Seu amor é breve, é um perigo,
Que se desfaz antes do despertar.
Em cada esquina, um novo afeto,
Promessas doces, um beijo ao luar.
Mas na manhã seguinte, já incerto,
Procura outro rosto para amar.
Ama intensamente, de alma e peito,
Mas o tempo é curto para se apegar.
Seu amor é chama que arde no leito,
E logo se apaga, sem lugar.
A quem dedica palavras tão belas,
Se o amanhã é sempre um recomeço?
Nos braços de outro encontra as estrelas,
E de novo mergulha no endereço.
Corações partidos, rastros de saudade,
Deixa na trilha, sem olhar para trás.
Seu amor é chama, pura verdade,
Mas passageiro como o vento fugaz.
Busca nos olhos de cada paixão,
Algo que preencha o vazio no peito.
Mas a solidão é sua canção,
E o amor, um eterno defeito.
Diz que ama muito, mas é momentâneo,
Como a maré que vai e vem.
Seu coração é vasto, mas temporário,
Amores são folhas em refém.
Cada amor, uma nova jornada,
Sem raízes, sem futuro a ver.
Mas no seu mundo, tão alada,
O presente é tudo, sem temer.
Ela diz que ama, ama quem?
Se em cada beijo, uma despedida.
Seu amor é um mistério, um bem,
Que deixa marcas, mas segue em partida.
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