
O Amor Inventado: Lições de um Desiludido
Quanto “mico” paguei para viver um amor com você,
um amor que inventei, criei do nada, sem saber por quê.
Cheguei a acreditar que seria para sempre,
até que você se foi, foi tão fácil, sem nem um repente.
Sonhei com os dias de sol, com as tardes douradas,
você e eu juntos, em histórias inventadas.
Acreditei nas promessas, nos sorrisos sinceros,
mas era tudo ilusão, um caminho tão austero.
Cada passo seu era uma promessa quebrada,
um sonho desfeito, uma história inacabada.
O amor que criei, em meus sonhos alimentei,
foi embora com o vento, deixou-me no desalento.
Agora, só resta a lembrança, amarga e fria,
dos dias que foram, da esperança tardia.
A vida segue em frente, um passo por vez,
tentando encontrar sentido, em dias de altivez.
Mas aprendi a lição, mesmo que a custo,
não se constrói um amor, com bases no arbusto.
A verdade é mais forte, as raízes mais fundas,
e só assim se vive, sem ilusões fecundas.
O “mico” que paguei, em risos disfarcei,
mas dentro de mim, a dor eu calei.
Hoje, sou mais forte, aprendi a lição,
não crio mais amores, sem a voz da razão.
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