
O Labirinto do Arrependimento
Ele a encontrou na igreja, sob a luz dos vitrais,
Um homem de fé, de coração e de paz.
Ela, com a alma cansada das noites e dos ais,
Acreditou ter encontrado o amor, um porto feliz.
Ele a abraçou, a protegeu, a amparou,
A ensinou a rezar, a acreditar em si mesma.
A mostrou o que é o amor, um amor sem dor,
E a fez acreditar que a vida é uma festa.
Mas o coração dela, ainda apegado ao passado,
Ainda ansiava por algo mais, algo que ela não tinha.
E ela não soube valorizar o que tinha ao lado,
Um amor que a amava, um homem que a queria.
A alma ainda queria a balada, o brilho, o som,
O corpo ainda ansiava por um amor fugaz.
E ela, por um momento, se esqueceu do dom,
Um amor que a amava, que a queria em paz.
Ela não soube como amar, nem como se entregar,
E o coração dele, por sua vez, se feriu.
Ele se cansou de tentar, de lutar, de esperar,
E a deixou para trás, e ela não entendeu por quê.
Ele se foi, com o coração partido,
Deixando para trás a balada e o altar.
E ela, mais uma vez, se sentiu perdida,
Sem saber o que fazer, ou para onde ir.
As noites voltaram, e a pista a chamou,
Mas o brilho dos holofotes já não a encantou.
A dança, agora, era uma dor, um vazio,
E o copo de vodca, um veneno amargo e frio.
Ela olhou para o espelho, e a viu,
A mulher que um dia sonhou em ser.
E a viu, mais uma vez, perdida,
Em um labirinto de solidão e de dor.
Ela se arrependeu, e a alma se doeu,
De ter perdido o amor, que a amou de verdade.
E a balada, agora, era um mar de mel,
Um mar de saudade, um mar de dor.
Ela chorou, e as lágrimas rolaram,
Em um rio de arrependimento e de mágoa.
E a alma se partiu, e a alma se rasgou,
Em um grito de dor, um grito de mágoa.
Ela, agora sozinha, se viu no vazio,
Sem o amor que a amava, sem a fé que a guiava.
E a balada, agora, era um labirinto, um frio,
E a vida, uma dor, um grito, uma mágoa.
Ela se levantou, e a alma se ergueu,
E a balada, agora, era um adeus, uma despedida.
E a sua vida se transformou, e a sua alma se reergueu,
E ela se entregou, e a sua alma foi de novo, para a vida.
Ela agora está sozinha, mas não mais perdida,
Ela se encontrou, e a sua alma se reergueu.
E a sua vida se transformou, e a sua alma se reergueu,
E ela se entregou, e a sua alma foi de novo, para a vida.
E a balada, agora, é apenas uma memória,
Uma história que o tempo levou para longe.
E a sua vida se transforma em uma nova glória,
Em um novo caminho, em uma nova ponte.
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