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O Peso da Alma: Em Busca de Paz na Angústia

 

Há um peso no peito, dor persistente, 

Um vazio que nunca cessa, nunca mente. 

Sigo na rotina, sem brilho, sem paz, 

E a vida me cobra um porquê, um “aqui e jaz”.

 

As horas passam, lentas, arrastadas, 

Sussurram segredos de noites caladas. 

Busco respostas no fundo do olhar, 

Mas só encontro perguntas a me devorar.

 

O mundo lá fora brilha, é luz, 

Mas dentro de mim, há apenas a cruz. 

Carrego lembranças, feridas abertas, 

Em noites sem lua, em estradas desertas.

 

Por que essa dor que não tem cessa não? 

Um grito silente no fundo do coração. 

É medo do nada, do tudo, do fim, 

Uma sombra constante a rondar dentro de mim.

 

Tentei as palavras, busquei no papel, 

Mas a tinta não seca, é amargo o mel. 

Versos tortos, sem ritmo, sem cor, 

Refletem meu caos, meu interno clamor.

 

E se a alma não encontra o norte, 

Perdida nas trevas, não vê mais a sorte. 

Cada passo é um fardo, um cansaço, um lamento, 

Um eco distante do puro tormento.

 

Procuro nas faces, no riso alheio, 

Alguma fagulha que aqueça meu meio. 

Mas mesmo no brilho do dia mais claro, 

A sombra persiste, um fardo raro.

 

Será que a cura reside no tempo? 

Ou o tempo é só mais um tormento? 

Que arrasta as horas, os dias, os anos, 

E deixa a alma em perpétuos danos?

 

Já tentei fugir, me perder na estrada, 

Mas a dor me segue, como fiel camarada. 

Cada canto do mundo, cada novo horizonte, 

Só revela mais da minha angústia constante.

 

O que me pergunto, em momentos de calma, 

Se a resposta não está escondida na alma. 

Um segredo guardado, trancado, esquecido, 

A chave perdida num passado vivido.

 

Mas quem desvela os mistérios do ser? 

Quem encontra a paz sem antes se perder? 

A jornada é longa, o caminho é incerto, 

Mas sigo tentando, no deserto, um rumo, um aperto.

 

E se no fim, o segredo for aceitar, 

Que a dor faz parte do amar? 

Abraçar o vazio, conviver com a dor, 

Transformar o sofrimento em puro ardor.

 

Talvez a angústia seja só uma lição, 

Um chamado sutil para a introspecção. 

Nos ensinar a ver além do sofrer, 

A encontrar em nós mesmos, o real viver.

 

Então sigo em frente, com angústia e tudo, 

Abraço a dor, no silêncio miúdo. 

Quem sabe um dia, ao virar a esquina, 

Encontre a paz, aquela menina.

.

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Somos apaixonados por poesia. Neste espaço, buscamos compartilhar não apenas palavras, mas emoções, pensamentos e reflexões que habitam nossos corações e mentes. Acreditamos no poder transformador das palavras e na capacidade única da poesia de tocar as almas, despertar a imaginação e conectar pessoas.

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