
O Peso da Escolha
Foi no peso do adeus que seu querer desfez,
Quando as juras calaram e o amor se desfez.
As ruas que trilhou, tão largas, tão suas,
Hoje ecoam silêncios sob as frias luas.
Eu quis segurá-la, mas você soltou,
Nos braços do tempo minha alma chorou.
Fiz da dor poesia, do vazio um lugar,
Onde o amor respira, mesmo sem voltar.
Agora retorna, com olhos de mar,
Mas suas ondas trazem mais do que pesar.
Arrependimento, tão tarde chegou,
E o jardim que plantamos o vento levou.
As flores da culpa não curam o espinho,
Quem escolhe o caminho constrói seu destino.
A cura que busca não mora em mim,
Está na verdade do que há em seu fim.
Sim, fui porto, fui cais, fui abrigo,
Mas fui também lágrima, de mim, inimigo.
Cada escolha carrega um preço a pagar,
E o que você pede, eu não posso lhe dar.
Seja fiel à dor que um dia escondeu,
Cure em si mesma o que em mim morreu.
Não sou a redenção para a sua saudade,
Sou apenas o eco da sua verdade.
Aprenda com a sombra, com a ausência do sol,
Que escolhas são versos de um único rol.
O amor, que tão forte parecia viver,
Foi o que escolheu, e assim quis morrer.
Então siga, refaça o que restou de si,
Cure sua infelicidade longe daqui.
Pois o coração que você um dia partiu,
Hoje pulsa inteiro, mesmo sendo vazio.
Essas são as linhas que agora escrevi,
Com o sangue da alma que um dia perdi.
E embora sua dor seja grande demais,
Minha paz é escolha — e não volto atrás
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