
O Último Ato da Solidão
Entre as luzes que piscam, ecos de risos perdidos,
Linda dança, mas a música é um sussurro de solidão.
Os braços que a envolvem são sombras de amores descartáveis,
cada passo, um grito abafado por promessas não cumpridas.
Ela busca alegria nas baladas,
mas ao amanhecer, a realidade se despedaça,
como um copo quebrado no chão da sala,
onde os filhos, distantes, chamam por ela em silêncio.
Os amantes vêm e vão, como folhas ao vento,
cada um uma tentativa de preencher o vazio,
mas a efemeridade do toque
não apaga a dor que se aloja no peito.
O que significa viver plenamente?
Ela se pergunta, enquanto a solidão a abraça,
como um velho amigo que nunca a abandona.
O preço da impulsividade é alto,
e a dança se torna um ciclo vicioso,
onde a liberdade é uma ilusão
e a responsabilidade, um fardo.
Fragmentos de esperança surgem nas sombras,
mas será que ela encontrará seu lugar?
Entre risos e lágrimas, entre festas e solidão,
Linda busca um significado,
um abrigo, um amor que a proteja.
Mas, ao voltar para casa,
as luzes se apagam,
e a pergunta persiste:
quem cuidará do terceiro?
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