
Rotina de Lembranças
Quase sete horas da manhã, a cidade acorda,
Eu sigo o caminho, rotina apressada,
Mas o coração não se comporta,
Lembranças de você, alma marcada.
No banco ao lado, vazio imenso,
Teu sorriso, estrela que não apaga,
Tua voz suave, um doce incenso,
Teus “eu te amo”, calor que afaga.
As piadas, lembranças bem guardadas,
Algumas sem graça, outras tão vivas,
Eram elas que faziam as madrugadas
Risonhas, leves, tão decisivas.
Tua presença, a vida aquarelando,
Cada momento, um quadro perfeito,
Agora só restam suspiros, sonhando,
Com o dia em que serás de novo meu leito.
O rádio toca nossas músicas,
Mas só ouço o som do teu sorriso,
Acelerando lembranças, um mistério,
Nas ruas, teu rosto, o paraíso.
Faz falta o brilho dos teus olhos claros,
A paz que trazias em cada olhar,
Cada piada tua, nossos disparos,
Felicidade fácil de alcançar.
Sete horas, o trânsito, a pressa,
Mas o tempo aqui dentro está parado,
Nos instantes com você, a alma confessa,
Teu amor, meu bem mais desejado.
Nas esquinas vejo nossa história,
Cada curva, um capítulo nosso,
A falta de você é notória,
No coração, um silêncio endosso.
Teu jeito meigo, carinho sagrado,
Transformava o dia, doce magia,
Agora resta o desejo calado,
De te ter de volta, eterna poesia.
O banco ao lado clama por ti,
O sorriso ansioso, tua mão na minha,
Quase Sete horas, o sol a surgir,
Na alma, saudades tão minhas.
Cada manhã, tua falta é sentida,
A rotina é sombra, frio sem fim,
Aguardo o dia, a volta querida,
Em que novamente, serás parte de mim.
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