
Silenciando as Memórias
Um ano se passou, e o vento calou,
O maior amor da sua vida, longe ficou.
Olha ao redor, vê o vazio no ar,
Sem ninguém por perto para lhe amparar.
A promessa eterna, um sonho quebrado,
De mãos entrelaçadas, agora abandonado.
Carregava no peito a esperança de amar,
Mas hoje caminha sem saber onde chegar.
O tempo passou, e a dor não se esvai,
Na solidão, sem o brilho do olhar que atrai.
Sem estar grávida, sem laços a prender,
Mas o coração, ah, ainda sofre sem querer.
O que fez na loucura de um dia sem luz,
Agora pesa na alma, um arrependimento que seduz.
Vergonha acompanha cada passo que dá,
E o futuro incerto a cada manhã virá.
Sem saber o amanhã, sem direção,
Caminha perdida, sozinha na imensidão.
O que outrora era sonho, hoje é deserto,
Onde tudo parece distante e incerto.
E no silêncio da noite, lágrimas caem,
Memórias de amor que, um dia, a atraem.
Mas o que resta agora é só a saudade,
Uma sombra que pesa com intensidade.
Ela olha no espelho, não reconhece quem vê,
A mulher que um dia acreditou no porquê.
Agora vive entre sombras e medo,
Tentando escapar do próprio segredo.
O que seria, o que poderia ser,
São perguntas que a fazem sofrer.
Mas o tempo não volta, o fim já chegou,
E o que restou do amor, o vento levou.
Ainda há esperança em algum canto esquecido,
Mas o medo do amanhã a mantém no abrigo.
E assim ela segue, sem saber onde ir,
Com o coração cansado, mas sem desistir.
Porque, no fundo, ela sabe que vai viver,
Que a vida ainda há de lhe surpreender.
Mesmo perdida, no fim da estrada,
Há sempre uma luz, mesmo que apagada.
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