
Num sábado à noite, às vinte e uma horas,
Tu estás em casa, a solidão te devora.
Saudade aperta, desejo de me encontrar,
Mas o orgulho te impede, te faz recuar.
Ah, como eu sinto, meu coração arde,
Querendo te ver, na escuridão tão tarde.
Minha alma anseia por tua presença,
Mas o orgulho, cruel, nos afasta da crença.
A noite passa, o tempo corre lento,
Enquanto a saudade aumenta a todo momento.
Queria te tocar, sentir teu calor,
Mas o orgulho, obstinado, nos separa com rigor.
Oh, como eu queria quebrar essa barreira,
Superar o orgulho, a mágoa, a fronteira.
Falar contigo, nos braços te envolver,
Mas o orgulho insiste em nos esconder.
Que triste ironia, esse jogo do destino,
Que nos faz sofrer, num constante desatino.
Ah, como eu gostaria de te encontrar,
Mas o orgulho persiste em nos separar.
Assim a noite passa, em silêncio e dor,
Enquanto o orgulho nos mantém longe do amor.
Que pena que o medo nos impeça de voar,
E nos deixe perdidos, sem nos encontrar.
Mas ainda resta uma esperança, uma luz,
Que um dia o orgulho se dissipe, se traduz.
E que então, finalmente, possamos nos entregar,
Sem mais impedimentos, sem mais hesitar.
Até lá, que a saudade nos guie, nos inspire,
E que o amor, um dia, nos faça transpirar.
E que o orgulho, enfim, não possa mais interferir,
E possamos, juntos, finalmente existir.
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